The Batman - Crítica ao Filme! (Sem Spoilers)
- PM
- 6 de mar. de 2022
- 6 min de leitura
O tão aguardado filme do novo Cavaleiro das Trevas, chegou. Mas valerá apena ir ao cinema ver ou nem por isso? Eis o que achei do filme.
A espera para o novo filme do Batman, era muita. Assim como o hype por detrás desta mesma espera. The Batman prometia um novo Cavaleiro das Trevas, um filme mais sombrio e também algo mais arrojado, mas será que foi mesmo isso que aconteceu?
Antes de Robert Pattinson tomar conta das rédeas e de assumir o papel do nosso amado herói, o filme destinava-se a outro ator, um que também como Pattinson, deixou os fãs da DC com um pé atrás quando foi anunciado que iria representar Batman, falo claro de Ben Affleck. Batfleck (como é apelidado pelos fãs), foi amado por muitos e odiado por outros, mas acima de tudo viu o seu trabalho a ser descredibilizado pelo estúdio da Warner Bros. depois de todo o incidente com Zack Snyder, e o que levou à decisão de abandonar o cargo de Diretor do seu próprio filme do Batman.
Ora, levar as coisas num caminho diferente pareceu a melhor opção para o estúdio, contudo os fãs ficaram preocupados com a escolha do ator, (muito pelo fato de ele ser conhecido pela saga do Twilight) e, que os "gravatas" voltassem a interferir em mais um filme do Batman, e no trabalho do seu novo realizador, Matt Reeves, que durante as diversas entrevistas, nos prometia que o seu Batman iria ser mais agressivo, mas ao mesmo tempo calculista e que iríamos, pela primeira vez, ver muito mais da versão de Detetive, que para muitos fãs pode ser desconhecida caso não conheçam mais do personagem nas bandas desenhadas.
E, com tudo isto em mente, foi um alívio quando, nós, fãs, ficamos a saber que os "gravatas" não se iam intrometer, e que dariam a Reeves ampla liberdade para desenhar a cidade de Gotham assim como o seu herói, à sua maneira. Sem a preocupação de se ter de conectar ao Universo Alargado da DC, e com a possibilidade de poder, quiçá, vir a criar o seu próprio universo de Batman. E parece que é isso que temos.
O filme, na minha sincera opinião, é uma vitória clara, tanto para o estúdio como para o realizador e atores envolvidos. The Batman mantém as coisas bem assentes no chão (tirando os saltos habituais de telhado em telhado), e mostra-nos um Batman que ainda se tenta descobrir. Este novato na vigilância, com apenas dois anos de carreira, é pura vingança, e a arma que utiliza, é nada mais, nada menos, a melhor arma que Batman já utilizou, o medo.
A mera presença da luz no céu, assusta qualquer um que a vê. Qualquer um, menos o homem repleto de adivinhas e mistérios. Riddler é, e ouso dizer, o melhor vilão que já vimos no grande ecrã desde o Joker de Heath Ledger. Os seus planos são maquiavélicos e de uma inteligência que demonstra um QI elevado, planeando até o mais pequeno dos detalhes.
Um grande herói apenas pode ser medido pelo seu vilão, (ou assim ouvi em algum lado), e sem sombra de dúvidas, o Riddler de Paul Dano é quem nos cola ao ecrã em todos os momentos. Os seus estratagemas, colocam o Batman numa posição vulnerável e que finalmente nos apresenta o seu tão aclamado Detetive. Sem grandes gadgets neste filme, vemos Batman a usar essencialmente a sua inteligência para resolver esses mistérios do Riddler.
A Catwoman é outra que eleva o jogo e mostra-nos, o que eu considero ser, a melhor versão da Selina Kyle no cinema. Zoë Kravitz é simplesmente incrível na sua performance, e vou esticar a corda, e dizer mesmo que ela roubou o filme com a sua atuação. Com uma química incrível com Pattinson, “The Bat and The Cat” como ela diz a certa altura, é tudo o que sempre quis ver como fã de longa data deste casal com claros problemas de infância.
Apesar disso, é apenas a faísca do fogo que poderemos vir a ter no futuro. Todas as cenas entre o Batman e a Catwoman são simplesmente gratificantes e com uma Gotham com tons escuros e vermelhos e alaranjados de fundo, deixam a cereja no topo do bolo.
Robert Pattinson é fantástico como Batman, e que nos apresenta uma versão diferente do Bruce Wayne. Ao contrário de filmes antigos, Bruce não é um playboy que se exibe com o seu dinheiro, mas sim um rapaz que ainda não superou os seus problemas e que carrega consigo uma revolta tremenda devido à tragédia que lhe aconteceu em tenra idade. Vemos um Bruce também ele mais sombrio, sem muitas extravagâncias e apenas preocupado em salvar a sua querida Gotham, tentando tirar todo o crime das suas ruas. Que como vemos, terá muito para oferecer, mas poderá contar com apoio do fiel camarada da polícia, Jim Gordon.
Este Jim Gordon, de Jeffrey Wright, é também ele surpreendente, e creio que apenas nos apresentou o pico do Iceberg do que este senhor será capaz de fazer com o personagem. E que mais uma vez ouso dizer, talvez seja o melhor Gordon que já vimos no cinema.
E por falar em Iceberg, tenho de mencionar também o dono do Iceberg Lounge, o próprio Penguin, Oswald Cobblepot de Colin Farrell, (sim é ele mesmo, caso não tenhas reconhecido por baixo de toda aquela mudança. Aplausos para o pessoal da produção e da maquilhagem. O Homem está irreconhecível). Ora, o Penguin serve um pouco de alívio da tensão no filme, soltando uma graçola ou outra, aqui e ali, e que nos dá também uma cena de perseguição que parece quase retirada do Velocidade Furiosa, e que é simplesmente deliciosa.
Para culminar tudo isto, a música de fundo, composta pelo senhor Michael Giacchino, é o compasso perfeito durante as 3 horas de duração do filme. A música faz com que o Batman pareça mais calculista e pontua, tanto a sua presença intimidante, como o seus momentos mais frágeis. E se não saíres do cinema com a música na cabeça, então venero te, porque até no momento da escrita desta crítica, encontro-me a ouvi-la.
Juízo final
Com isto dito, The Batman é sem dúvida um filme de eleição, para não dizer mesmo uma obra perfeita. Apesar da sua longa duração, podemos considerar The Batman como um “filme para a cabeça”, pois, não nos é apresentado um filme cheio de ação e repleto de piadas, mas algo mais substancial. Algo que nos faz pensar a cada passo, em conjunto com os passos que o protagonista dá.
The Batman, é sombrio mas também esperançoso, e com esta esperança vem a própria esperança deste nerd de que a Warner Brothers dedique um pouco de dinheiro a este novo universo e deixe a criatividade criada neste filme, florescer. Seja através de sequelas, seja em séries. Este novo universo merece ser explorado.
Se é o melhor filme do Batman de sempre? É difícil dizer. Mas que na minha opinião, divide o lugar no topo, juntamente com Dark Knight, e que se estabelece como um ponto alto no legado do Cavaleiro das Trevas.
Pontuação
The Batman é um thriller de crime psicológico verdadeiramente assustador e, ao mesmo tempo apaixonante, que dá a Bruce Wayne a história de detetive que merece. Robert Pattinson é fantástico como um Batman destroçado, mas são Zoe Kravitz e Paul Dano que roubam o filme, com uma Selina Kyle/Catwoman de várias camadas comoventes e um Riddler terrivelmente enlouquecido.
O diretor Matt Reeves conseguiu fazer um filme do Batman que é completamente diferente dos outros filmes live-action, mas surpreendentemente leal à cultura de Gotham na sua totalidade.
Por isso o filme merece, sem qualquer sombra de dúvida, a meu ver, a pontuação máxima de 5 estrelas.

Que achaste do filme? Diz-me nos comentários.
Se quiseres falar sobre qualquer coisa geek, podes falar comigo, através do twitter do @tretasdocromo, sobre isto ou qualquer coisa sobre a DC, Marvel, Star Wars, The Witcher e mais temas geeks.
Sobre o autor do artigo:
Geek a tempo inteiro, PM é o fundador do projeto Tretas do Cromo. Podes segui-lo no Instagram em @senhor_pm, no twitter em @senhor_pm ou no facebook em @senhorpm.
O teu apoio ajuda a manter o site online, podes ajudar com uma das seguintes opções:
Comentarios