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Superman & Lois - Análise Episódio 1 T1

  • Foto do escritor: PM
    PM
  • 28 de fev. de 2021
  • 6 min de leitura

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Apesar de ser tão popular e amado como é, o Super-Homem nunca teve o melhor desempenho no grande ecrã. Mesmo o amado filme de 1978, não envelhece bem como tantos outros filmes, e em pleno 2021, pode nem sequer agradar a todos, ainda mais, as massas da nova geração, salvando-se ainda assim, não pela sua qualidade visual, ou até do enredo, mas pelo elenco que este inclui.


E não é como se a DC tivesse encontrado muito sucesso com os recentes reboots, tais como o Superman Returns ou Homem de Aço. Entre Supergirl, Smallville, e Superman: The Animated Series, dá a impressão de que a família do Super-Homem resplandece melhor no pequeno ecrã. Felizmente, Superman & Lois parece desejoso de continuar essa tendência, dando aos fãs da DC uma abordagem sincera e orientada para o personagem da franquia que se revela surpreendentemente diferente da habitual produção do "Arrowverse".

superman cw arrowverse

O Super-Homem & Lois é aparentemente um spinoff da Supergirl, com Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch a assumirem os seus respectivos papéis. Na prática, porém, a nova série poderia muito bem ser colocada num universo autónomo completamente separado do resto da família Arrowverse. O episódio piloto nunca menciona os muitos personagens e conflitos que temos visto acontecer desde a estreia do Arrowverse em 2012. Essa abordagem completamente em branco irá potencialmente alienar os fãs mais hardcore da DC na audiência. A própria premissa da série levanta muitas questões de continuidade confusas que a estreia não tenta resolver. Mas o showrunner, Todd Helbing, e a sua equipa esperam sem dúvida a lançar uma rede mais ampla com este mais recente spinoff do Arrowverse. Uma série impulsionada pelo Super-Homem é inerentemente mais amistosa do que, digamos, "Legends of Tomorrow".



Esquece os detalhes de como esta série pode ou não estar a ser construída sobre o alicerce da Supergirl, e a questão de saber se a 5º temporada de Supergirl, ter-nos-ia dado uma resposta mais directa para Super-Homem & Lois se a temporada não tivesse sido encurtada pela pandemia. O que importa é que Hoechlin e Tulloch tenham finalmente um lugar onde possam fazer destas personagens as suas próprias personagens.Tem sido óbvio desde que Hoechlin estreou como Kal-El na segunda temporada da Supergirl, que se nora que este tem a presença e o comportamento certo para ser o Homem de Aço. E Tulloch tem mostrado promessa nas suas aparências limitadas do Arrowverse. Mas nenhum dos actores tem aparecido na Supergirl com a frequência que realmente merecem. Este spinoff é, quantomuito, uma oportunidade para a CW compensar finalmente o tempo perdido.

O episódio inicial dá um passo atrás para traçar rapidamente o percurso da sua história. Temos novas abordagens em momentos icónicos como a queda da cápsula espacial de Kal-El em Smallville, o primeiro encontro de Lois e Clark, a estreia do Super-Homem em Metropolis, e diversos momentos marcantes pelo caminho. Mais uma vez, não é preciso estar familiarizado com estas encarnações particulares das personagens para ficar totalmente fascinado com esta montagem. Permite que a série estabeleça um tom claro para si própria logo a partir do início. Este inicio, dá uma certa vibe retirada dos filmes de Christopher Reeve, misturando também com o estilo de Smallville, refiro-me claro, à que estilo "com os pés bem assentes na terra", e para o toque final, um estilo de humor a la Flash.

superman e lois

A série pode partilhar um pouco do ADN do Flash, mas é espantoso como Super-Homem & Lois não se sente como "mais um Arrowverse spinoff". Abandona muitos dos truques exaustos que começaram a tornar-se irritantes em séries como a Batwoman. Não existe uma equipa de apoio pronta a intervir quando as coisas apertam, simplesmente aparece o sogro severo de Clark, o General Sam Lane (Dylan Walsh), e nem sempre aparece para ajudar. Isto ajuda a que Lois e Clark sejam eles próprios a tomar conta das rédeas, ao contrário do que estavamos habituados, com as lutas românticas e profissionais enfrentadas pelos Barry Allens e Kara Danverses do Arrowverse. Mesmo o aspecto e a sensação do mundo é diferente, graças em grande parte ao cenário rural de Smallville. Isto dá à série uma qualidade mais acolhedora e espaçosa.


Dito isto, isto é a CW, e há sempre uma cota de jovens bem-parecidos e chatos que precisam de ser saciados. Superman & Lois distingue-se de todas as outras versões do mito do Superman por apresentar este Duo Dinâmico que tenta criar filhos adolescentes gémeos. A ideia de Lois e Clark serem pais não é inteiramente nova, uma vez que Jon Kent se tornou um dos pilares da banda desenhada do Super-Homem desde 2015. Mas neste caso, tanto Jon (Jordan Elsass) como Jordan (Alexander Garfin) completam a família do Super-Homem. Como o trailer revela, há apenas um problema - nenhum dos filhos tem conhecimento imediato de que o seu pai é o super-herói mais poderoso e amado do mundo.


Há muita coisa que pode correr mal com este aspecto específico, mas a perspectiva dos filhos gémeos funciona suficientemente bem nesta fase inicial. Permite que a série se torne uma espécie de Smallville invertida, com o próprio Clark a agir agora como o mentor dos filhos que começam agora a aceitar os seus verdadeiros lugares no mundo. Elsass e Garfin fazem as primeiras impressões na estreia. Embora inicialmente pareçam ter papéis opostos - Jon como o atleta popular e Jordan como o solitário inteligente e desajeitado - no final, as personagens e performances ganham profundidade suficiente para se libertarem dessas algemas. Em geral, este episódio consegue pintar a maior parte do seu elenco principal com traços bastante matizados.

Isto é especialmente válido para Kyle Cushing de Erik Valdez, marido da antiga chama de Clark, Lana Lang (Emmanuelle Chriqui). Desde cedo ele aparece como um tipo estereotípico de uma pequena cidade que tem ciúmes do extravagante da cidade que costumava namorar a sua mulher, mas Kyle desenvolve rapidamente novas camadas e até se torna completamente simpático. Para uma série preocupada em reflectir as desoladoras realidades sociais e económicas que as famílias enfrentaram em 2021, Kyle acaba por se tornar um contraponto muito necessário para a família Kent/Lane.


É uma sorte que as próprias personagens evitem a sua evolução para estereótipos, porque o enredo real do episódio de estreia é extremamente simples. A sua tarefa é estabelecer o quadro da série acima de tudo, e os espectadores provavelmente verão a maioria das reviravoltas do enredo e revelar-se-ão a uma milha de distância. Há um novo inimigo na forma de The Stranger (Wolé Parks), um hater do Superman basicamente, que aparece quando o episódio está a precisar de alguma ação, para fugir um pouco ao drama familiar.


O enredo previsível é um pouco decepcionante, mas este é um episódio piloto, afinal de contas. E, para ser justo, as cenas com The Stranger têm os seus benefícios. Por um lado, a qualidade dos efeitos visuais nestas cenas é melhor do que a média para o "Arrowverse". Isto é animador, dado que os crossovers passados do Arrowverse nunca fizeram um grande trabalho a representar o Homem de Aço em acção. Embora ainda não se tenha visto se esse padrão continuará para além do episódio inicial, no qual o CW gastou claramente uma boa quantia de dinheiro.

superman and lois

O outro interesse deste novo vilão é que The Stranger torna-se uma figura mais convincente uma vez que mais informação é revelada sobre os seus antecedentes e motivações. Tal como aqueles primeiros cordelinhos foram mexidos por Harrison Wells na primeira temporada The Flash, o que aprendemos sobre The Stranger é suficiente para dar uma ideia muito melhor do que esta série é na realidade e de como o ângulo familiar se entrelaçará com o lado sobre-humano da vida de Clark.



Em Suma


Superman & Lois é muito mais divertido do que o seu título relativamente genérico poderia sugerir. A série aproveita ao máximo a química de Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch, utilizando as duas personagens e o seu romance de uma forma que Supergirl nunca pôde. A ideia de Lois e Clark serem pais também funciona bem, ambos dão à série um claro gancho e também recapturam o apelo das primeiras temporadas de Smallville. Superman & Lois pode sentir-se completamente divorciado do resto do Arrowverse, mas é igualmente provável que isso seja um ponto de venda para mais espectadores.


 

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